JOGOS QUE PODEM MATAR!

Os jogos de videogame estão cada dia mais avançados. Os gráficos, as imagens, a movimentação, tudo é muito realista. Cada dia, novas tecnologias surgem, atraindo mais e mais crianças e jovens que passam horas diante da televisão.

Confesso que a atração é muito grande. Eu mesmo gosto de jogar corrida de carros, mas, se não fico atento, passo horas jogando. Por isso mesmo resolvi escrever sobre o perigo que pode ser a falta de limite para os jogadores e o tipo de jogos a que têm acesso.

Os chamados RPGs (role-playing game), são aqueles em que o jogador assume o personagem em primeira pessoa e podem levar a muito mais do que só fantasia. Prova disto é a quantidade de má influência contida em muitos jogos. Não generalizo, mas chamo atenção para algumas coisas que estes jogos contém: demonologia, feitiçaria, vodu, assassinato, insanidade, perversão, sexual, homossexualismo, prostituição, rituais satânicos, jogatina, barbarismo, canibalismo, sadismo, invocação aos demônios, necromancia, advinhação e etc. Parece brincadeira que jogos possam conter tudo isto, mas é verdade.

Agora, imaginem alguém que fica horas em frente a tudo isto. Como ficará sua mente?

Alguns casos demonstram que esta preocupação não é vã. Vejam só:

StarCraft (2005)
O StarCraft é um jogo multiplayer online em que você comanda uma frota de guerreiros espaciais. O game é tão popular que jogadores profissionais (sim, jogadores profissionais) chegam a ganhar US$ 100 mil por ano. Em 2006, um coreano de 28 anos, identificado apenas pelo sobrenome Lee, passou mais de 50 horas quase ininterruptas na frente de um computador. O rapaz sofreu uma parada cardíaca minutos depois de parar de jogar. O vício era tanto que Lee chegou a abandonar o trabalho para ficar mais tempo jogando.

Dragon Sabre (2005)

Qiu Chengwei, um morador de Shangai acabou matando Zhu Caoyuan, um amigo de jogo, após ter seu “Sabre do Dragão” vendido pelo colega. O “Sabre do Dragão” é uma arma virtual conquistada durante o jogo. Chengwei ainda tentou prestar queixa na polícia, mas foi ignorado porque o objeto não foi considerado “protegido por lei”. Chengwei eliminou o amigo a facadas.

Everquest (2002)

Shawn Woolley tinha 21 anos quando deu um tiro na sua própria cabeça enquanto jogava Everquest. Segundo relatos da sua mãe, o jovem passava mais de 12 horas na frente do videogame, o que provocava seguidos ataques epiléticos. Na ocasião, sua mãe chegou a abrir um processo contra a Sony, alegando que os games de estratégia viciantes deveriam ser classificados, assim como acontece com os cigarros, mostrando que “jogar por muito tempo pode causar danos à saúde”.

Warcraft (2006)

Xiaoyi, 13 anos, atirou-se da janela do apartamento onde morava com os pais após passar 36 horas jogando Warcraft sem parar. Curiosamente, uma carta escrita pelo garoto foi encontrada após sua morte. Nela ele dizia que iria morrer para “juntar-se aos heróis” do game. Seus pais também abriram processo contra a Blizzard, fabricante do jogo, alegando que a empresa descumpriu regras de defesa do consumidor, ao não deixar claro que o game é perigoso para a saúde.

Dinh The Dan (2007)

Em 2007, um garoto de 13 anos chamado Dinh The Dan matou uma idosa de 81 anos e roubou seu dinheiro para comprar um jogo online. Um relatório da polícia vietnamita mostrou que a mulher foi estrangulada com um pedaço de corda e, em seguida, enterrada num monte de areia na frende de sua casa. Devido à sua idade, ele não foi enviado para a prisão, mas para um campo de reeducação, que o colocará em liberdade por bom comportamento.

Xbox (2006)

O americano Tyrone Spellman, 27 anos, foi acusado de espancar e assassinar sua filha Alayiah Turman, de um ano e cinco meses, após a garotinha puxar os fios e derrubar seu Xbox. O homem ficou tão enfurecido que esmurrou seguidamente o rosto da criança. Tyrone ainda mentiu para a esposa, dizendo que a menina tinha caído da cama enquanto dormia.

Halo (2008)

O adolescente Daniel Petric, de apenas 17 anos, foi julgado por matar a mãe e deixar o pai ferido. O garoto se desentendeu com seus pais, após ser proibido de jogar o game Halo 3. De acordo com a acusação, Daniel, que havia passado cerca de um ano recluso em casa, jogando videogame e vendo tv, em virtude de uma grave infecção causada por um acidente de snowboard, estava muito excitado com a possibilidade de comprar um novo game para seu Xbox, o Halo 3. Como seus pais não estavam de acordo, ele decidiu contrariar a determinação e sair escondido. Ao chegar em casa, foi repreendido pelos pais, que guardaram o jogo em um cofre, junto com uma arma.

As últimas coisas que seu pai, Mark Petric, lembra daquele episódio são as palavras do filho: “Vocês podem fechar os olhos? Tenho uma surpresa para vocês“, logo depois, Mark lembra que foram feitos alguns disparos. Um dos tiros atingiu a cabeça da sua mãe, que morreu na hora e um outro atingiu uma parte não-letal do crânio do pai.

Devin Moore (2005)
Devin Moore, 20 anos, foi condenado à morte após ser considerado culpado pela morte de três policiais. Durante o julgamento, o advogado do rapaz tentou ilustrar uma realidade de abusos físicos e mentais e procurou mostrar que os games violentos, como o GTA influenciaram no seu comportamento. Roubar carros e matar policiais fazem parte jogo.


Recentemente, na Noruega mais de 70 pessoas foram mortas por um homem que afirma ter usado jogos de videogame como treinamento para os atentados. Ele escreveu um manifesto confessando. Por isso, as lojas da Noruega resolveram tirar jogos violentos das prateleiras.

Cuidado!!

Muitos estudos provam que imagens de violência nos games e na tv, causam aumento na violência até mesmo entre crianças. Além disto, games com temas violentos tornam os jogadores insensíveis a questão da violência e para com as vitímas de atos violentos.

Lembrem-se:

"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma."(I Corintios 6.12)

Sem mais, fiquem na Paz!